A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS.
Não digo que a vida dá mais do que se pede ou muito mais do que se merece.
A vida é feita de escolhas, a vida nos dá frutos das escolhas que fazemos ao longo do caminho e para aplacar as escolhas equivocadas (somos humanos), contamos com a Misericórdia Divina.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A Desnecessidade Do Saber Jurídico




A Desnecessidade Do Saber Jurídico

Recebi via WhatsApp texto bastante interessante e muito atual, infelizmente.
O texto abaixo não é de minha autoria, por isso as aspas. A fonte será citada ao final.
Sua leitura é imprescindível.

“Nos últimos meses tenho pesquisado por mera curiosidade por onde trilha a ADVOCACIA”.
“Com as corporações, os 'currais de advogados' (escritórios com 80 advogados pagando por produtividade, constatei advogados ganhando por mês R$1.500,00), não existe mais a MENOR PREOCUPAÇÃO COM O SABER JURÍDICO”.
“E todos, absolutamente todos já estão sendo substituídos por softwares. ‘LinkedIn’ e outros sites para ‘executivos’, advogados estão se apresentando com as seguintes qualidades: inovador social, inteligência de organização corporativa, administrador legal, integralizador de setores, revisão de produtividade e outros”.
“Não é Keysianismo, Taylorismo, Fordismo na advocacia”.
“É a desconfiguração de uma das mais poéticas profissões da humanidade”.
“Vai-se longe o saber jurídico”.
“Não vi ninguém exaltar a sua atualização em Processo Civil, Direito Civil e outras”.
“Me vi por lá, Mestre em Direitos Sociais e Políticas Públicas – UNISC no Rio Grande do Sul, Doutorando em Ciências Jurídicas em Lisboa, pesquisador em Políticas Públicas pela USP, Pós-Graduado em Direito do Trabalho, Pós-Graduado em Filosofia Política, Graduado em Filosofia, Pesquisador em Direitos Constitucionais Contemporâneos pela UNISC, publiquei Livros, escritório com 26 anos de experiência.
“Não vi nenhum ‘like’. Por teste, acrescentei algumas habilidades que realmente possuo por estudo, ‘análise de discurso’, ‘inovador de estratégias’, ‘inteligência de sistemas’, ‘coordenador de setores’. Estas últimas, sempre as considerei habilidades secundárias e decorrentes do exercício da advocacia”.
“Quando comecei advogar, utilizávamos as inesquecíveis máquinas de datilografar. Ainda tenho todas, com todo ciúme possível”.
“Sentia-me privilegiado, existiam amigos que só faziam peças processuais à mão, para depois sua secretária transcrever na datilografia. Ora, me sentia o máximo, já raciocinava fotografando”.
“Veja onde estamos, sejamos sinceros, com hercúleo esforço não conseguimos mais, raras exceções, convencer o alunato a comprar livros e estudarem”.
“Outro dia vi um ex-aluno afirmar que está muito bem na advocacia, pois é quarterizado pelo jurídico de um ‘Banco’ e faz as defesas no Procon a 20 reais cada, ao final do mês, percebia 5 mil reais’.
“Professor, dizia ele, eu era motorista de táxi, hoje sou advogado”.
“Invariavelmente, sento na Praça Humberto Castelo Branco, defronte à sede da Justiça Federal, após as audiências, sozinho, com fito de desopilar e ver as pessoas apressadas, observo uma a uma, e sempre ‘nasce uma crônica’. Dia desses fiquei a imaginar, as palestras em Lisboa, em Paris, em Londres, em Madri. Esse intercâmbio de ideias, essa incursão nas mais íntimas interligações das fontes do Direito, nada mais vale?”.
“Ajude-me a compreender, devo doravante, comprar um software por 100 mil dólares, contratar técnicos em TI e adaptar-me a ausência do estudo em Ciências Jurídicas?”.
“É isso?”.
“Estamos vivendo um momento histórico, da desnecessidade do saber individual?”.
“Ajude-me amigo”.

Percebam, por fineza, a grandeza do texto.

A fonte é uma conversa virtual pelo App WhatsApp com o colega Advogado Dr. Cristiano Pinto, quando me encaminhou o texto, que por dedução é de autoria do advogado Kennedy Reial Linhares ao também advogado Allemand, citado apenas assim. Contudo, acredito que na parte: “Não é Keysianismo, Taylorismo, Fordismo na advocacia.” A oração deve ser pontuada com interrogação.


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